"Não há
árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom
fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto.
Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se
vindimam uvas. O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e
o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está
cheio o coração." Lc
6.43-45
Imagine um dia visitando a casa da sua vó, e ir correndo ao quintal
da casa dela procurar aquela mangueira que você tanto gosta, e que
está morrendo de saudades, então, com empolgação, pega uma
vassoura para tentar pegar uma manga, mas quão grande é sua
surpresa ao derrubar um jiló. Além da desagradável surpresa, você
se sentirá enganado por aquela árvore que prometia um fruto
delicioso, e te deu um fruto não tão amargo. Qual surpresa você
acha que damos quando alguém nos pergunta, “você é
presbiteriano?”. Será que as pessoas se decepcionam, será que
compreendem, será que você dá frutos doces ou amargos?
Vivemos em tempos de muita confusão de identidade. Homens que não
sabem que são homens, ou que querem não ser. Mulheres que lutam pra
serem iguais aos homens, mas esquecem que é nas diferenças que
sabemos quem somos. Quando colocamos isso no contexto da juventude o
problema se intensifica muito. Há pouco tempo estava ouvindo uma
estação de rádio, e no momento dos comerciais o locutor disse que
muitas pessoas haviam pedido pra que esta estação voltasse a tocar
certas músicas porque os seus filhos estavam sem referência.
Certamente podemos generalizar e dizer que nossa juventude não tem
referência, ao menos não uma boa referência.
No contexto denominacional temos uma salada de visões e interpretações das mais variadas sobre o Deus cristão, mas poucas, muito poucas pessoas, realmente se debruçaram e gastaram tempo lendo as Escrituras e conhecendo o Deus verdadeiro. Por isso, temos um grande grupo que diz ser cristão, ou evangélico, mas que não tem a mínima ideia o que isso significa ou ainda como portar-se no mundo como um cristão. O que nos identifica como presbiterianos, será que o calvinismo traz uma cosmovisão própria que muda a vida de alguém radicalmente? Acredito que sim, e que é necessário que os jovens conheçam sua identidade cristã, em especial a calvinista, e quais implicações práticas isso carrega.
Portanto, vou enumerar algumas coisas que acho importantes para identidade presbiteriana, e que todo o jovem presbiteriano deveria conhecer.
- Nossa visão sobre as coisas é essencialmente Bíblica – Temos algumas diferenças doutrinárias sobre a grande maioria das denominações no Brasil. Primeiro, enfatizamos a visão radicalmente bíblica “Criação-Queda-Redenção”[1], que herdamos de nossos irmãos da Igreja Reformada. Somos defensores da soberania de Deus na Salvação, poucas denominações têm isso em seus documentos de confissão. Somos defensores do símbolo da Aliança de Deus ministrado para crianças. Acreditando que elas fazem parte da igreja visível de Deus. Acreditamos numa vida voltada para Deus em louvor a Ele, e que não existe “sagrado e profano”, mas tudo o que fazemos é sagrado porque é direcionado a Deus.
- A Igreja Presbiteriana tem história – Completamos este ano 154 anos de história no Brasil e mais de 450 anos que a primeira igreja presbiteriana foi fundada. Todos estes anos a Igreja Presbiteriana sempre foi considerada como defensora da verdade Bíblica, muitos presbiterianos foram mortos, principalmente na época da famosa Maria Sanguinária (Bloody Mary), lutaram para que a fé em Cristo não fosse esquecida e abandonada. Muitas são as áreas que presbiterianos influenciaram e influenciam. Qualquer pesquisa na internet mostrará que, como presbiterianos, estamos unidos pela fé com grandes homens que fizeram grandiosas coisas a fim de glorificarem a Deus.
- Nossa Doutrina nos une – Nossos símbolos de fé (Confissão e os dois catecismos) nos unem a irmãos de várias épocas e de vários lugares do mundo. Depois de terem sido publicadas em 1648 os símbolos de Westminster têm sido usados por várias igrejas em vários lugares do mundo, traduzindo e adotando como sua confissão de fé. Ela foi provada por vários movimentos, vários anos, mas permanece como uma excelente sistematização das doutrinas Bíblicas, nos fazendo declarar o mesmo que vários irmãos em vários lugares.
Talvez você se pergunte, e o que isso tem a ver comigo na prática?
Tudo! Ser jovem presbiteriano é conhecer, se identificar e defender
essa história que vem sido defendida por muitos outros jovens. É
ter coragem para assumir sua identidade cristã diante de tantas
falsas doutrinas, é se entregar ao Salvador totalmente, não
deixando áreas “profanas” em sua vida. E por fim, é se alegrar
da liberdade em Cristo, dada por meio da Cruz que nos faz livres do
pecado, e poder ter o Espírito Santo diariamente em nossas vidas.
Você é uma árvore plantada em solo bom, que têm raízes fortes, portanto, frutifique coisas coerentes com suas raízes. Conheça mais sua igreja, busque fazer mais pessoas conhecerem a Cristo e as discipule nos caminhos do Senhor.
Em Cristo, a quem nós realmente nos identificamos.
Ronaldo Barboza de
Vasconcelos
FONTE:
http://www.ump.com.br/


18:37
Laboratório Teológico

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